CDO – Sua empresa precisa dele!

24 09 2009


Fonte: Revista Document Management

Quem são os CDO – Chief Document Officers no Brasil. Qual o perfil, como são e o que fazem estes profissionais.


Naquela matéria de dois anos atrás, o professor Peter Richardson da Queens School of Business do Canadá já previa que as empresas estavam despertando para o uso das informações para obterem vantagens competitivas e para que isso pudesse se tornar realidade, a figura fundamental para gerir as tecnologias de ECM e todos os processos de gestão documental, viáveis para toda a corporação, era o CDO – Chief Document Officer. O professor comparava a evolução da carreira do CDO à ascenção que houvera 20 anos antes com o “insensado” CIO – Chief Information Officer, dada a relevância da tecnologia para o processo de negócios das empresas.

Nada mais natural que ao perceberem a importância do conteúdo das informações para auxiliar decisões importantes e estratégicas para os negócios (isso, sem contar com decisões que envolvem mudanças de processos, compliance, conhecimento e memórias das empresas), que este profissional fosse alçado ao boarding das companhias.

Tanto no Brasil, assim como em outros países da América Latina, a definição de quem é este profissional também é nebulosa e sua presença em empresas de vários portes, acontece timidamente. A exemplo do que acontece nos Estados Unidos e no Reino Unido, muitas das grandes corporações possuem profissionais que atuam como CDO (ou tem a função de), embora não tenham essa denominação.

Conforme descreve o professor e consultor, Tadeu Cruz, numa análise bem ampla, o perfil deste profssional começou a se desenhar há muito tempo atrás. Suas origens estão na formação dos profissionais de O&M – Organização e Métodos que ganhou novos ares e nova sistemática e evoluiu para os profissionais que aplicam o BPM – Business Process Management. “Há tempos o profissional de O&M não existe mais dentro das empresas. E ainda há uma confusão imensa no que diz respeito a quem cabe a função de gerenciar os documentos corporativos. A função foi “anexada” pelos profissionais de TI, ou pelo CIO – Chief Information Officer. Mas isso é misturar os assuntos. O profissional de TI tem sua função própria e é importante nesta função. A gestão de documentos exige mais do profissional a especificidade, o processo que é a base de toda a metodologia para aplicação apropriada das tecnologias nesta área do conhecimento”, reforça Cruz.

Segundo ele o perfil deste profissional está muito mais próximo do Analista de Processos, já que a documentação se integra aos processos corporativos e assim esta figura do CDO se alinha com o que poderia se chamar de CKO – Chief Knowledge Officer – aquele que se preocupa em reunir e difundir o conhecimento dentro da organização.

“O profissional da área de gestão de documentos precisa gostar de documentar, gostar de aplicar a metodologia e a organização, precisa entender de tecnologia e entender os conceitos para fazer a gestão acontecer”, recomenda o professor.

“Ainda falta para as corporações dar a devida importância para o profissional de gestão de documentos e levá-lo ao board da empresa para que ele participe das tomadas de decisão, pois a ele cabe entender a organização como um todo, conhecer os processos e difundir a cultura e o conhecimento dentro da organização”, reforça.

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